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"No pain, no gain” é coisa do passado

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Existe uma revolução silenciosa acontecendo nas academias brasileiras. Ela não vem com gritos de motivação, nem com vídeos de treinos extremos. Vem com algo muito mais poderoso: uma mudança profunda na forma como as pessoas enxergam o exercício físico, o corpo e o bem-estar. O mantra "no pain, no gain", que por décadas definiu a cultura fitness, está sendo substituído por uma mentalidade que prioriza equilíbrio, saúde mental e longevidade. E os dados confirmam: não se trata de uma tendência passageira, mas de uma transformação estrutural que está redesenhando o mercado.

Uma pesquisa recente do Projeto Fitness, realizada pela MindMiners em parceria com a Centauro e ouvindo 1.500 pessoas, revelou números que ilustram essa mudança com clareza. Quando perguntados sobre suas motivações para frequentar a academia:

  • 79% dos entrevistados citaram a saúde física,

  • 63% mencionaram a saúde mental

  • 60% disseram querer envelhecer com mais qualidade de vida.

    A estética, que por muito tempo liderou esse ranking, apareceu em quarto lugar, com 52%. Mais revelador ainda: 55% dos frequentadores afirmaram que a academia é o "momento de se desligar do mundo e cuidar de si", enquanto 45% associam o espaço ao bem-estar e à autoestima. A academia, para essa geração, deixou de ser um lugar de sacrifício e virou um refúgio.

Esse fenômeno não é exclusivamente brasileiro. Um relatório da Kyra Intelligence, publicado pelo Fitt Insider, analisou 2,2 bilhões de vídeos no TikTok e identificou o que chamou de "Stabilisation Generation"(geração da estabilização). Uma geração que não busca performance extrema, mas estabilidade. Os dados são impressionantes: conteúdos sobre rotinas noturnas cresceram 46% em um trimestre, vídeos sobre sono acumulam 31,5 milhões de visualizações semanais, e conteúdos sobre sistema nervoso aumentaram 46% ano a ano. Ao mesmo tempo, o treino de força acelerou quase 50%, o yoga dobrou de volume e a creatina, especialmente entre mulheres, cresceu 42%. A mensagem é clara: as pessoas querem se fortalecer, mas de forma sustentável e integrada à vida real.

O mesmo relatório aponta que 94% dos jovens relatam desafios de saúde mental em um mês médio, 86% sentem burnout (muitos antes dos 25 anos) e 70% têm ansiedade financeira que atrapalha o sono.

Diante desse cenário, o fitness deixou de ser sobre "ficar grande" ou "secar" e passou a ser sobre sobreviver emocionalmente. O treino virou uma ferramenta de regulação do sistema nervoso, não de punição corporal. O tracking de fitness, que antes era sobre otimização obsessiva, agora serve como reassurance, uma confirmação de que você está no caminho certo.

O Valor Econômico reportou que o mercado global de bem-estar, estimado em US$ 2 trilhões pela McKinsey, está passando por uma reformulação impulsionada por consumidores mais jovens. A busca por qualidade de vida como prática cotidiana está influenciando estratégias de marketing e produção de grandes empresas, de Granado a Unilever, de L'Oréal a Natura. O wellness deixou de ser um nicho e se tornou uma força econômica que atravessa setores.

A Geração Z e os millennials estão liderando essa revolução silenciosa.

O cansaço extremo deixou de ser motivo de orgulho e virou sinal de falta de eficiência. Em 2026, o jogo mudou: treinos inteligentes, sustentáveis e que respeitem o corpo são o novo padrão. As marcas que integram o fitness ao dia a dia — em vez de vendê-lo como uma batalha diária — estão superando aquelas que ainda apostam na estética agressiva e na cultura do sofrimento.

A grande lição dessa transformação é simples, mas poderosa: o melhor treino não é o mais intenso, é o mais consistente. A geração que está redesenhando o fitness entendeu que saúde é um projeto de longo prazo, não uma corrida de 100 metros. E as academias, marcas e profissionais que não acompanharem essa mudança correm o risco de ficar para trás em um mercado que, cada vez mais, valoriza o equilíbrio acima de tudo.

O SABOOOOR invadiu a Faria Lima

Imagem: Internet

Quando a Cimed, terceira maior farmacêutica do Brasil com mais de 600 produtos e presença em 98% das farmácias do país, anunciou Toguro como seu novo head de comunicação e marketing, o mercado reagiu com uma mistura de surpresa e ceticismo. Afinal, estamos falando de um influenciador do mundo fitness, Tiago Ribeiro de Lima, conhecido pelo personagem inspirado no anime Yu Yu Hakusho, assumindo uma posição estratégica em uma empresa que projetava faturamento de R$ 4,5 bilhões em 2025.

O Toguro

A história de Toguro é, antes de tudo, uma aula sobre construção de audiência. Com 20 milhões de seguidores somando TikTok, Instagram e YouTube, e mais de 1 bilhão de visualizações acumuladas, ele não chegou à Cimed por acaso. Desde 2018, quando criou a Mansão Maromba, um reality digital de bodybuilders no YouTube que se tornou referência cultural. Toguro construiu algo que poucos influenciadores conseguem: uma comunidade engajada e uma linguagem própria.

O meme "sabor energético", que nasceu de seus drinks gaseificados com aroma artificial de energético, viralizou a ponto de se tornar um conceito cultural, sinônimo de algo que "parece, mas não é". A Exame descreveu o fenômeno como um caso de "vencer sem campanha, sem briefing e sem mídia".

João Adibe Marques, presidente da Cimed, não escondeu suas razões. Em entrevista à InfoMoney, ele foi direto: "Seria muito fácil trazer um publicitário tradicional, mas é muito difícil esse cara inovar. O Toguro tem uma comunicação muito rápida por meio do storytelling que ele cria, que é muito próprio e hoje não existe curso para aprender isso." A declaração revela uma mudança de paradigma no marketing corporativo: os creators deixaram de ser apoio tático e passaram a operar como infraestrutura de comunicação. A Cimed reconheceu que atenção sustentada, repetição consistente e leitura cultural são os ativos mais valiosos do marketing contemporâneo.

O primeiro projeto de Toguro na Cimed é o desenvolvimento de um "anti-ressaca" para farmácias, unindo o universo fitness à saúde do consumidor comum. A estratégia é clara: levar a marca para toda a população, usando o online e o offline com agilidade. Toguro já visitou farmácias para gravar conteúdos, transformando pontos de venda em cenários de storytelling. É a fusão do fitness com o varejo farmacêutico, algo que ninguém previu, mas que faz todo o sentido em um mercado onde a atenção é a moeda mais valiosa.

Para o mercado fitness, a mensagem é poderosa: a influência construída com autenticidade e constância pode abrir portas que nenhum diploma tradicional abre. Toguro não é apenas um influenciador que virou executivo, ele é o símbolo de uma nova era onde a cultura fitness transcende as academias e se torna uma força econômica capaz de transformar indústrias inteiras.

Fonte: Infomoney

AION MUNDO 🌎

Genética pode controlar até 55% da longevidade humana

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A eterna pergunta sobre o que determina quanto tempo vivemos ganhou uma nova resposta, e ela é mais genética do que se imaginava. Um estudo publicado na revista Nature (npj Aging) identificou múltiplos genes candidatos com efeitos causais no envelhecimento, sugerindo que a genética pode influenciar até 55% da longevidade humana. Isso é significativamente mais do que estimativas anteriores, que giravam em torno de 20% a 30%.

Os resultados revelaram que certos genes estão diretamente ligados a processos como inflamação crônica, reparo do DNA e metabolismo celular, todos fatores que aceleram ou retardam o envelhecimento. Em outras palavras, parte do relógio biológico já vem programada no nascimento.

Mas antes que alguém use isso como desculpa para abandonar a academia, os próprios pesquisadores fazem uma ressalva importante: mesmo que a genética tenha um papel maior do que se pensava, os outros 45% dependem de escolhas de estilo de vida. Exercício regular, alimentação equilibrada, sono adequado e controle do estresse continuam sendo os pilares mais acessíveis e eficazes para quem busca viver mais e melhor. A genética define o terreno, mas é você quem decide o que plantar nele.

Para o universo fitness e wellness, a descoberta reforça uma verdade que a AION defende desde o início: a constância nos hábitos saudáveis é o melhor investimento de longo prazo que existe. Independentemente do seu DNA, cada treino, cada noite bem dormida e cada refeição equilibrada contribuem para uma vida mais longa e com mais qualidade.

Fonte: US NEWS

Do Jumanji ao mercado fitness: Kevin Hart investe na Burn Boot Camp

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O ator e comediante Kevin Hart anunciou investimento na rede de academias Burn Boot Camp, reforçando a tendência crescente de celebridades investindo no setor fitness. Hart, que já é conhecido por sua paixão por treinos e estilo de vida ativo, vê no modelo comunitário da Burn Boot Camp, que combina treinos em grupo com foco em empoderamento feminino, uma oportunidade de crescimento alinhada aos seus valores.

O movimento sinaliza que o capital inteligente está cada vez mais atento ao potencial do fitness como negócio escalável e culturalmente relevante. A Burn Boot Camp opera mais de 300 unidades nos Estados Unidos e se diferencia pelo foco em comunidade e acessibilidade, dois pilares que ressoam com a nova geração de consumidores de fitness.

AION BUSINESS 💼

Maior rede de academias do Canadá, recebe investimento.

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O mercado global de academias acaba de receber um sinal inequívoco de confiança dos grandes investidores. A Apollo Global Management, uma das maiores gestoras de private equity do mundo, adquiriu participação minoritária na GoodLife Group, operadora de mais de 400 academias no Canadá, avaliando a empresa em aproximadamente C$ 2 bilhões (cerca de US$ 1,46 bilhão).

O investimento da Apollo na GoodLife não é apenas uma aposta financeira, é uma validação do modelo de negócios de academias em larga escala no pós-pandemia.

A GoodLife, fundada em 1979 por David Patchell-Evans, é a maior operadora de fitness do Canadá e uma das maiores da América do Norte. A empresa sobreviveu aos lockdowns, reestruturou suas operações e agora se posiciona para uma nova fase de crescimento, com foco em tecnologia, personalização e expansão de serviços de wellness.

Para o mercado brasileiro, o movimento é um espelho do que pode acontecer por aqui. Com a Smart Fit liderando a expansão no modelo low cost e novas redes apostando em nichos premium, o setor de academias no Brasil está maduro para atrair capital institucional de grande porte. A mensagem da Apollo é clara: o fitness é um ativo de longo prazo, resiliente e com demanda crescente. Quem investe em saúde, investe no futuro.

Fonte: Reuters

EoS Fitness bate recorde de crescimento e ultrapassa 2 milhões de membros

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A rede de academias EoS Fitness fechou 2025 superando a marca de 2 milhões de membros, com crescimento superior a 20% no último trimestre.

O desempenho chamou a atenção da TSG Consumer Partners, que está adquirindo a rede por US$ 1,5 bilhão. A EoS se diferencia pelo modelo de alto valor percebido a preços acessíveis, com unidades amplas, equipamentos de última geração e uma experiência que rivaliza com academias premium.

O caso da EoS é emblemático: em um mercado cada vez mais competitivo, o crescimento vem para quem entrega experiência real, não apenas preço baixo. A aquisição bilionária confirma que o setor de academias continua sendo um dos mais atrativos para investidores.

AION NEWS 📰

Academia mais cara do Brasil chega custando até R$4 mil/mês

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São Paulo está prestes a ganhar a academia mais cara do país. A Six Sport Life, localizada ao lado do Parque Ibirapuera, será inaugurada em 21 de fevereiro de 2026 com mensalidades que variam entre R$ 3.500 e R$ 4.000. O espaço promete redefinir o conceito de academia premium no Brasil.

Entre os diferenciais, a Six será a primeira academia do país a contar com a linha luxury da Technogym, referência mundial em equipamentos de alta performance e design. O espaço inclui bar com bebidas fit, vestiários com passadora, cabeleireiro, manicure, banheira de gelo, sauna, boxes privativos e produtos da marca Keune e um rooftop com bar e quadra de areia, com vista privilegiada.

A localização estratégica, colada ao Ibirapuera, permite uma experiência integrada: correr no parque e depois fazer o recovery na Six. O conceito vai além do treino: é um clube de bem-estar completo, onde fitness, recuperação, socialização e autocuidado se encontram em um único endereço.

O lançamento da Six Sport Life reflete uma tendência global de academias que se posicionam como espaços de lifestyle, não apenas de exercício. Em um mercado brasileiro dominado pelo modelo low cost, a aposta no ultra-premium mostra que existe um público disposto a pagar por exclusividade, experiência e sofisticação.

A pergunta que fica: será que o modelo de luxo vai se expandir ou permanecerá um nicho para poucos?

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